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Calculadora de energia solar e Fio B

Valores e tabelas de 2026 · o cálculo roda no seu navegador

O Fio B e a energia que volta para a rede

Os painéis solares geram mais energia do que a casa usa durante o dia, e o excedente vai para a rede da distribuidora. Ele volta como crédito, que abate o consumo da noite. Desde a Lei nº 14.300/2022, essa troca não é mais de graça: cada kWh compensado paga uma parte do Fio B, a remuneração da distribuidora pelo uso da rede — 60% em 2026, subindo até 2029.

Esta calculadora diz quanto o Fio B vai custar na sua conta, de que tamanho o sistema deve ser para o seu consumo — em painéis e em metros quadrados de telhado — e se o investimento rende mais do que deixar o mesmo dinheiro aplicado.

Calcule

A sua conta de luz

A conta mostra o histórico dos últimos 12 meses: use a média.

O total da conta dividido pelos kWh consumidos dá uma boa aproximação.

A parcela da TUSD que remunera a distribuidora, na resolução de reajuste dela na ANEEL. Sem ele, a conta usa 28% da tarifa.

Tipo de ligação (define o consumo mínimo cobrado)

A casa e o sol

O que é usado na hora em que os painéis geram não vai para a rede e não paga Fio B.

Os modelos residenciais mais vendidos ficam entre 550 e 700 W.

O orçamento, se já tiver um

Sem ela, a conta usa o tamanho certo para o seu consumo.

Sem ele, a conta usa R$ 3.000,00 por kWp, uma referência de mercado.

Por ano, já sem imposto de renda. É com isso que o investimento nos painéis é comparado.

Quanto a conta de luz sobe por ano, em média.

Preencha o consumo e a tarifa da conta de luz para ver o resultado. Nada sai do seu navegador.

Como a calculadora funciona

A geração por mês é a potência do sistema vezes as horas de sol pleno da região, vezes 30,4 dias, vezes 0,8 — as perdas de um sistema real com calor, sujeira, cabos e inversor. Do que é gerado, a parte consumida enquanto há sol é usada na hora; o resto vai para a rede. Os créditos abatem o consumo até o mínimo da ligação, e cada kWh compensado paga a tarifa do Fio B vezes o percentual do ano. O que sobra fica guardado por 60 meses — mas, numa casa que gera todo mês mais do que consome, expira sem uso, e a conta o trata como perdido.

O tamanho certo é o número de painéis que gera o consumo menos o mínimo da ligação, arredondado para cima. A área é de 0,0047 m² por watt, a de painéis com uns 21% de eficiência, mais 20% de folga no telhado.

Para saber se vale a pena, a calculadora projeta 25 anos: a tarifa e o Fio B sobem pelo reajuste escolhido, os painéis perdem 0,5% de eficiência por ano e o inversor é trocado no 12º ano. A economia de cada ano é aplicada à taxa de rendimento escolhida e comparada com o preço do sistema aplicado desde o primeiro dia. O retorno ao ano é a taxa interna de retorno desses fluxos, e a vantagem é trazida a dinheiro de hoje.

Ficam de fora a variação entre as estações, sombras, a inclinação e a orientação do telhado, as bandeiras tarifárias, a limpeza e o seguro. Para a geração exata, o projeto de um instalador com os dados de irradiação da sua cidade é a referência.

Perguntas frequentes

O que é o Fio B na energia solar?
É a parte da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD) que remunera a distribuidora pelos fios, postes, transformadores e pela operação da rede. Desde a Lei 14.300/2022, quem gera energia em casa e injeta o excedente na rede paga uma porcentagem do Fio B sobre cada kWh compensado com créditos.
Quanto do Fio B é cobrado em 2026?
60% para sistemas com pedido de conexão feito depois de 7 de janeiro de 2023. A cobrança começou em 15% em 2023 e sobe 15 pontos por ano: 75% em 2027 e 90% em 2028. De 2029 em diante a regra passa a ser definida pela ANEEL.
Quem instalou energia solar antes de 2023 paga Fio B?
Não. Sistemas que já estavam conectados ou que pediram a conexão à distribuidora até 7 de janeiro de 2023 mantêm a regra antiga, sem Fio B sobre a energia compensada, até 31 de dezembro de 2045.
O Fio B incide sobre toda a energia gerada?
Não. Só sobre a energia que vai para a rede e volta como crédito para abater o consumo. A energia usada na mesma hora em que os painéis geram não passa pelo medidor e não paga Fio B — por isso concentrar o uso de chuveiro elétrico, máquina de lavar e ar-condicionado nas horas de sol reduz o custo.
Ainda vale a pena instalar energia solar com o Fio B?
Na maioria das casas, sim. O Fio B costuma ficar entre um quarto e um terço da tarifa, então cada kWh compensado ainda economiza a maior parte do que custaria. Em geral o sistema se paga em poucos anos e rende mais que uma aplicação conservadora — desde que tenha o tamanho do consumo. Sistema maior que o necessário gera créditos que não viram dinheiro.
Qual o tamanho certo de um sistema de energia solar?
O que gera o consumo médio mensal menos o consumo mínimo que a distribuidora cobra de qualquer jeito: 30 kWh na ligação monofásica, 50 na bifásica e 100 na trifásica. Divida essa energia pelas horas de sol pleno da região, por 30 dias e por 0,8 de perdas para ter a potência em kWp. Uma casa que consome 400 kWh em ligação bifásica no Sudeste precisa de uns 3,3 kWp — seis painéis de 550 W.
Quantos metros quadrados de telhado a energia solar precisa?
Cada painel residencial de 550 W mede cerca de 2,3 por 1,1 metro, ou 2,6 m². Um sistema de seis painéis ocupa uns 16 m², e é bom reservar 20% a mais para passagem e manutenção, sempre em área sem sombra, de preferência voltada para o norte.
Por quanto tempo valem os créditos de energia solar?
60 meses. O crédito que não é usado nesse prazo expira, e a distribuidora não paga por ele. Os créditos podem abater a conta de outro imóvel do mesmo titular na área da mesma distribuidora.

Para entender melhor

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