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Salário mínimo 2026: valor, reajuste e tudo o que ele puxa junto

Publicado em 14 de setembro de 2026

O salário mínimo de 2026 é R$ 1.621. Como o valor foi calculado, o valor por dia e por hora, os pisos regionais e a lista de benefícios e descontos que mudam junto: INSS, BPC, seguro-desemprego, abono e MEI.

O salário mínimo de 2026 é de R$ 1.621,00 por mês, em vigor desde 1º de janeiro por decreto do fim de 2025. É o menor valor que um empregado com carteira assinada pode receber por uma jornada completa de 44 horas semanais — e, muito além disso, é o número que serve de base para dezenas de outros: o piso do INSS, o BPC, a parcela mínima do seguro-desemprego, o abono salarial, a contribuição do MEI. Quando ele muda, tudo isso muda junto.

Por dia e por hora

Para quem trabalha por dia ou por hora, ou recebe proporcional a uma jornada menor, os valores derivam do mensal:

ReferênciaValor em 2026Como se chega
MensalR$ 1.621,00decreto
DiárioR$ 54,03mensal ÷ 30
HoraR$ 7,37mensal ÷ 220 horas

Uma jornada de 30 horas semanais, por exemplo, pode ser paga proporcionalmente: 30 ÷ 44 do mínimo, R$ 1.105,23. O que a lei proíbe é pagar menos que o proporcional às horas contratadas.

Como o valor foi calculado

Desde 2023 existe uma política permanente de valorização, transformada em lei: o mínimo é reajustado todo janeiro pela inflação do ano anterior, medida pelo INPC, mais um ganho real igual ao crescimento do PIB de dois anos antes. Em 2024 o arcabouço fiscal limitou esse ganho real a uma faixa entre 0,6% e 2,5% ao ano. Para 2026, o INPC de 2025 mais o ganho real de 2,5% (o PIB de 2024 cresceu acima desse teto) levaram os R$ 1.518 de 2025 aos R$ 1.621 — um reajuste de cerca de 6,8%.

A regra tira o valor da negociação política anual: o número sai da fórmula, e o decreto só o formaliza. Pelo mesmo caminho, o mínimo de 2027 dependerá do INPC de 2026 e do PIB de 2025.

O que muda junto com o mínimo

O que não muda com o mínimo, por proibição da Constituição, é qualquer outro contrato indexado a ele: aluguel, mensalidade ou pensão não podem ser fixados em “tantos salários mínimos”. A pensão alimentícia é a exceção tolerada pelos tribunais.

Pisos regionais

Cinco estados fixam pisos próprios, acima do nacional, para categorias que não têm piso em convenção coletiva: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os valores variam por grupo de ocupação e são reajustados em datas diferentes — o de São Paulo, por exemplo, tem um valor único para todas as categorias abrangidas. Quem trabalha nesses estados recebe o maior entre o piso regional e o piso da sua convenção coletiva, e nunca menos que o nacional.

Mínimo, líquido e poder de compra

Quem recebe o mínimo tem um único desconto obrigatório: 7,5% de INSS, R$ 121,58. Não há Imposto de Renda. O líquido é de R$ 1.499,42, antes de vale-transporte ou outros descontos contratuais. A calculadora de salário líquido mostra a conta para qualquer valor a partir dele.

Como referência, o DIEESE calcula todo mês o valor que o mínimo precisaria ter para sustentar uma família de quatro pessoas com moradia, alimentação, saúde, educação e transporte, e o resultado costuma ficar entre quatro e cinco vezes o mínimo vigente. É uma medida de quanto o piso legal cobre — ou não — o custo de vida, e um bom argumento para conferir cada linha do holerite.

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