Pular para o conteúdo
← Todos os guias

Tabela do INSS 2026: faixas, teto e como funciona o desconto

Publicado em 14 de setembro de 2026

A tabela progressiva do INSS de 2026 explicada: as quatro faixas, o teto de R$ 8.475,55, a contribuição máxima e exemplos de desconto para salários de R$ 1.621 a R$ 10.000.

Todo mês uma parte do salário de quem tem carteira assinada vai para a Previdência Social. É a contribuição ao INSS, e ela paga a aposentadoria, o auxílio por incapacidade, o salário-maternidade e a pensão por morte. Desde 2020 o desconto é calculado por uma tabela progressiva, e é isso que faz a conta de cabeça sair errada com tanta frequência.

A tabela de 2026

A tabela é reajustada todo janeiro pelo INPC do ano anterior, por portaria conjunta dos ministérios da Previdência e da Fazenda. Em 2026 as faixas são estas:

Salário de contribuiçãoAlíquota
até R$ 1.621,007,5%
de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,849%
de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,2712%
de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,5514%

O primeiro valor é o salário mínimo de 2026. O último é o teto: acima de R$ 8.475,55 não há contribuição, e é também o valor máximo de qualquer benefício do INSS.

Por que 12% não é 12%

Progressiva quer dizer que cada alíquota incide só sobre a parte do salário que está dentro da faixa — nunca sobre o salário inteiro. Quem ganha R$ 3.000 está na terceira faixa, mas não paga 12% de R$ 3.000. Paga 7,5% dos primeiros R$ 1.621, 9% do trecho entre R$ 1.621 e R$ 2.902,84 e 12% apenas dos R$ 97,16 que sobram. É a mesma lógica do Imposto de Renda, e substituiu em 2020 o sistema antigo, em que a alíquota da faixa valia para o salário todo e um aumento de R$ 1 podia diminuir o líquido.

Salário de R$ 3.000,00

7,5% de 1.621,00 = 121,58

9% de 1.281,84 = 115,37

12% de 97,16 = 11,66

Desconto: R$ 248,60, ou 8,3% do salário — a chamada alíquota efetiva.

Quanto sai de cada salário

Alguns valores de referência, já somando as faixas:

Salário brutoDesconto do INSSAlíquota efetiva
R$ 1.621,00 (mínimo)R$ 121,587,5%
R$ 2.000,00R$ 155,697,8%
R$ 3.000,00R$ 248,608,3%
R$ 4.000,00R$ 368,609,2%
R$ 5.000,00R$ 501,5110,0%
R$ 7.000,00R$ 781,5111,2%
R$ 8.475,55 ou mais (teto)R$ 988,0911,7% ou menos

A contribuição máxima é de R$ 988,09. Quem ganha R$ 10.000 ou R$ 30.000 paga exatamente isso — e, como o benefício também é limitado ao teto, o que passa dele não conta para a aposentadoria.

Sobre o que o desconto incide

Sobre o salário de contribuição, que é a remuneração do mês inteira: salário-base, horas extras, adicional noturno, comissões, gratificações e o 13º — este calculado à parte, com a tabela aplicada só sobre ele. Não entram o vale-transporte, o vale-refeição pago em cartão, a ajuda de custo, o aviso prévio indenizado e as férias pagas na rescisão. Quem tem dois empregos soma os salários para aplicar a tabela, e deve informar a cada empregador o que recebe no outro, para o desconto não passar do teto.

Quem não é empregado

A tabela progressiva vale para empregados, domésticos e trabalhadores avulsos. Os demais contribuem de outro jeito, por guia própria:

Como conferir

O desconto aparece no holerite na linha INSS, e o recolhimento pode ser conferido no extrato do CNIS, no aplicativo ou site Meu INSS — é lá que cada mês de contribuição precisa aparecer para contar na aposentadoria. Um mês descontado do salário e não recolhido pelo empregador continua valendo para o trabalhador, que não responde pela dívida; mas vale cobrar a regularização, porque um CNIS incompleto atrasa o pedido do benefício. A calculadora de INSS mostra a conta faixa por faixa para qualquer salário.

Fontes para conferir

Outros guias

Ver todos os guias →