Pular para o conteúdo
← Todos os guias

CNIS: como consultar e corrigir o extrato antes de pedir a aposentadoria

Publicado em 14 de setembro de 2026

O CNIS é o extrato de vínculos e contribuições que o INSS usa para conceder a aposentadoria. Como consultar pelo Meu INSS, o que cada indicador significa, os erros mais comuns e como corrigi-los com documentos antes de pedir o benefício.

O CNIS — Cadastro Nacional de Informações Sociais — é o banco de dados em que o INSS guarda a vida contributiva de cada pessoa: todos os empregos, os salários mês a mês, as contribuições por carnê, os benefícios recebidos. Quando alguém pede aposentadoria, é o CNIS que o INSS lê. O que estiver certo ali é concedido sem discussão; o que estiver errado ou faltando precisa ser provado com documento — e é melhor fazer isso antes do pedido, com calma, do que durante a análise, sob prazo.

Como consultar

Pelo aplicativo ou site Meu INSS, com a conta gov.br, em “Extrato de contribuição (CNIS)”. O extrato pode ser baixado em PDF e tem duas partes: a lista de vínculos — cada emprego, com data de entrada e saída — e a de remunerações e contribuições, mês a mês, com o valor sobre o qual se contribuiu. Vale fazer isso uma vez por ano, e não só perto de aposentar: um erro de dez anos atrás é mais fácil de corrigir enquanto a empresa ainda existe.

O que conferir

Os indicadores do extrato

Ao lado de vínculos e competências o CNIS traz siglas que apontam pendências. As mais frequentes:

IndicadorO que significa
PREM-EXTremuneração informada fora do prazo pelo empregador; pode exigir comprovação
PEXTvínculo informado fora do prazo; o INSS pode pedir prova do emprego
AEXT-VIvínculo incluído por acerto posterior; precisa de documento que o sustente
PREC-MENOR-MINcontribuição abaixo do salário mínimo naquele mês; não conta até ser complementada
IREC-INDPENDcontribuição de contribuinte individual com pendência de validação
PADM-EMPRdata de admissão informada pelo empregador sem confirmação; conferir com a carteira

Um indicador não anula o período; ele avisa que aquele dado vai ser questionado na análise. Resolver antes é o que evita uma exigência de 30 dias no meio do pedido.

Como corrigir

No Meu INSS, o serviço é “Atualização de vínculos e remunerações” (ou “Solicitar atualização do CNIS”). Anexa-se o documento que prova o dado correto e o INSS analisa. Os documentos que valem:

Para meses abaixo do mínimo, o próprio Meu INSS emite a guia de complementação, ou permite agrupar duas competências baixas numa só. Para períodos antigos sem documento, a alternativa é a Justificação Administrativa: testemunhas e indícios de prova, avaliados pelo INSS. Empresa que fechou não impede a correção — a prova vem dos documentos do trabalhador.

Quando o erro é do empregador

Contribuição descontada do salário e não recolhida continua valendo para o trabalhador: a dívida é do empregador com a Receita, e o INSS deve reconhecer o período com a carteira e os holerites como prova. O que o trabalhador não pode fazer é ficar com o CNIS em branco esperando a empresa regularizar. O caminho é o mesmo: pedir a atualização com os documentos.

O que o CNIS permite planejar

Com o extrato conferido, o simulador do Meu INSS calcula a data provável de aposentadoria por cada regra de transição e o valor estimado do benefício. Esse valor é a peça que faltava para a pergunta seguinte — quanto a reserva própria precisa cobrir além do INSS. O guia das regras de aposentadoria explica cada transição, e a calculadora de aposentadoria recebe o valor estimado do INSS e diz quanto guardar por mês.

Outros guias

Ver todos os guias →